Enquantoa cabeça descansa as mãos trabalham.

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domingo, 26 de maio de 2013

colchas e croché e com Sintia bento





Boneca

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Menina com boneca.
Boneca (do espanhol "muñeca") é um dos brinquedos mais antigos e mais populares em todo o mundo. Reproduz as formas humanas, predominantemente a feminina e a infantil, e muitas vezes é considerada como um brinquedo que prepara para a maternidade. As bonecas podem ser confeccionadas com diferentes materiais, acompanhando a evolução dos mesmos e as novas tecnologias.
Em muitas culturas, ela é um brinquedo associado às meninas, no entanto, existem versões de bonecos direcionados aos meninos, guardando ambos, como elemento essencial para a sua caracterização, as formas que lembram a humana, ou humanizada.
As bonecas, e suas variantes masculinas, diferenciam-se de outros tipos de bonecos que representam outras formas de vida, como animais do mundo real, do mundo da fantasia, da literatura, do cinema ou do imaginário popular.

Índice

História

Boneca francesa datada de cerca de 1870.
Embora não sejam conhecidas bonecas datadas da Pré-História, provavelmente porque seriam feitas em madeira ou em couro, materiais perecíveis, na civilização babilônica conhece-se uma boneca com braços articulados feita em alabastro e também em túmulos de crianças do Antigo Egito, datáveis do período situado entre 3000 e 2000 a.C., onde foram encontradas bonecas de madeira com uma forma que se assemelha a uma espátula, possuindo uma cabeleira farta, sendo os cabelos feitos de fios de cabelo, provavelmente banhados na argila. Também se conhecem bonecas mais sofisticadas, com braços e pernas articuladas e com roupas.
Os estudiosos dividem-se quanto a que sentido atribuir à presença destes objectos nos túmulos; para alguns serviriam para que a criança brincasse com eles no mundo do Além, enquanto que outros autores argumentam que estes objectos teriam um carácter mágico, tendo sido ali colocados para trabalharem para o defunto na outra vida (uma função semelhante à das estátuas uchebti dos adultos). Na localidade de Kahun foi encontrado aquilo que se julga ser um atelier de criação de bonecas.
A prática de colocar bonecas nos túmulos das crianças também existiu na Grécia e Romas antigas. Na Grécia Antiga, fazia parte dos rituais que antecediam o casamento a entrega por parte da noiva à deusa Ártemis das suas bonecas e de outros brinquedos, simbolizando o fim da infância. Prática semelhante existia em Roma.
A criação de bonecas com objectivos comerciais estruturou-se na Alemanha do século XV, nas localidades de Nuremberga, Augsburgo e Sonneberg, onde nasceram os Dochenmacher (fabricadores de bonecas). Foi também na Alemanha que se criaram as casas de bonecas.1
Paris, na mesma época que na Alemanha, também se começou a afirmar como centro de fabricação de bonecas. Nesta época, elas reproduziam o aspecto das mulheres locais e os materiais empregues eram a terracota, a madeira e o alabastro.
No século XVII, apareceram na Holanda bonecas com olhos de vidro e bonecas com perucas feitas de cabelo humano.
A época de maior esplendor na fabricação de bonecas aconteceu do século XIX até o início do século XX. Naquele tempo, as bonecas eram feitas principalmente para os adultos, pois reproduziam fielmente as figuras da corte e da sociedade. As peças eram geralmente feitas de madeira, com rosto de porcelana, e vestidas com trajes de época. Como eram um produto voltado às classes mais abastadas, não tardaram a surgir roupinhas feitas por grandes costureiros e pessoas interessadas na fabricação artesanal.2
Em finais do século XIX, Thomas Edison criou a ideia de uma boneca falante, que seria aproveitada por vários fabricantes para criar bonecas que recitavam orações ou cantavam.
Com o advento do cinema e desenvolvimento do desenho animado, bem como com a popularização da televisão, no século XX, pessoas e personagens passaram quase que obrigatoriamente a ter seus equivalentes em forma de boneca.

As bonecas em outras culturas

Japão

Boneca Haniwa, num museu em Berlim.
No Japão, as bonecas são chamadas de Ningyoo, não sendo apenas brinquedos infantis; elas são um símbolo da história dos costumes do país. Em datas específicas, elas são tema da ornamentação nas residências japonesas. No dia 3 de março se comemora o Dia das Meninas, e as bonecas são expostas na sala de visita, em um altar de cinco andares onde as figuras do casal imperial estão no topo do altar. O dia 5 de maio é o Dia dos Meninos, cujos bonecos guerreiros simbolizam força e bravura.
Os primeiros bonecos japoneses foram os Haniwa, estatuetas de barro encontradas em tumbas pré-históricas. Inicialmente elas eram muito simples, moldadas em palha ou papel. Posteriormente passaram a ser feitas de madeira, cerâmica, mármore e argila.
No período Heian (794 - 1185) as bonecas eram usados para afastar demônios. No período Nara (710 - 794) as bonecas sofreram a influência chinesa e passaram a ter roupas de seda, usar dourado e tinham o penteado sokei, que se caracteriza pelo excesso de adereços. No período Kamakura (1192 - 1333), o shogunato que prevalecia no país por causa das constantes guerras fez com que as mulheres substituíssem os pesados quimonos por trajes mais simples, e isso se refletiu também nas bonecas. No período Edo (1603 - 1868), surgiram as karakuri, bonecas que tocavam instrumentos e dançavam através de um sistema simples de cordas retorcidas, roldanas e fios.
As bonecas começaram a ser usadas no teatro Noh em 45 d.C., para homenagear os atores e personagens de maior destaque. O mesmo ocorreu com o teatro Kabuki, quando as bonecas foram criadas com os mínimos detalhes de vestimenta e maquiagem.
Existem também os bonecos Gosho, que representam bebês homens roliços, pele muito clara, cabeça grande e que carregam um peixe.

África

O povo Mfengu, que habita na África do Sul, tem como tradição oferecer a cada jovem uma boneca que esta reserva para o primeiro filho que tiver. Após o nascimento do seu filho, a mãe recebe outra boneca para oferecer ao seu segundo filho.

Materiais

Boneca do Zimbábue, feita com fibras de baobá.
Entre os materiais utilizados na fabricação das antigas bonecas destacavam-se a madeira e os tecidos. Geralmente a cabeça era feita de cera, em moldes feitos de esculturas. O material mais apreciado pelos colecionadores era, no entanto, a cerâmica, que tornava possível a confecção de cabeças de porcelana, biscuit e um tipo de porcelana branca com aparência semelhante ao mármore.
A partir de 1869, tornou-se possível a fabricação de bonecas em grande escala, graças ao surgimento do celulóide. Em seguida surgiram outros materiais como o PVC e o plástico.
Diversos são os materiais que atualmente usados para a confecção das bonecas, tais como: madeira, palha, tecido, plástico, porcelana, papel, pelúcia, metal, vinil, papel machê, cera e gesso, dentre outros.

Tipos de bonecas

Alguns desses materiais dão características peculiares às bonecas, criando um estilo singular:
Boneca de pano
Muitas bonecas de pano têm os rostos de pano achatados e com traços pintados, roupas feitas à mão e perucas feitas de fios. Os exemplos mais conhecidos são as bonecas de coleção Raggedy Ann e Andy.
Boneca de plástico duro
São feitas de plástico duro pintado com o tom da pele e tendem a ter traços nítidos, mais definidos. Eram muito populares entre 1940 e 1950.
Bonecas de metal
Podem ser inteiramente de metal, como prata, estanho e bronze, ou ter somente a cabeça de metal. Os Estados Unidos e a Alemanha produziram a maior parte das bonecas de metal, começando em meados da década de 1800.
Boneca de porcelana
As bonecas de porcelana mais finas são feitas pela queima de argila pura e a translucidez do material torna-as mais elegantes.
Boneca de vinil
A maior parte das bonecas produzidas em grande escala atualmente são feitas de vinil, um plástico macio.
Boneca de madeira
Remontam ao tempos primitivos; algumas são peças de arte popular, altamente esculpidas, em tília americana ou européia.
Boneca de papel
Caracterizam-se por serem figuras de papel que são recortadas, com roupas e acessórios cortados separadamente.
Boneca de papel machê
São feitas de uma mistura de papel rasgado ou esmigalhado, cola e água ganhando assim dureza e resistência, o que confere grande durabilidade ao material.
Bonecas de biscuit
São feitas de porcelana branca e fosca, duas vezes cozidas, e que na cor e no aspecto imitam o mármore branco. São bastante comuns em arranjos natalinos.
Boneca de composição
São feitas de uma mistura de vários componentes, como serragem, papel, cola e gesso de Paris. Exemplos de bonecas de composição são as bonecas Tiny Betty, Little Betty, Betty, Wendy Ann e Princess Elizabeth, que são bonecas de coleção.

Bonecas tradicionais e folclóricas

  • Em Olinda, no Carnaval, integrando os folguedos do frevo, as ruas se enchem com bonecos gigantes, os bonecos de Olinda, movidos por um folião, alguns deles retratando figuras típicas ou famosas - sendo alguns por si próprios já famosos, como os tradicionais Homem da Meia Noite e Mulher do Dia.
  • Ainda em Pernambuco, são confeccionadas miniaturas em barro cozido, retratando cenas do cotidiano sertanejo, das quais as mais famosas e valorizadas são as do mestre Vitalino, de Caruaru.
  • No Maracatu Nação, maracatu de baque virado, a calunga é uma boneca que compõe o cortejo.
  • No Rio de Janeiro, a Cooperativa Abayomi produz as bonecas abayomi, a partir de sobras de pano reaproveitadas, feitas apenas com nós, sem o uso de cola ou costura, de tamanho variando de 2 cm a 1,50 m, sempre negras, representando personagens de circo, da mitologia, orixás, figuras do cotidiano, contos de fada e manifestações folclóricas e culturais.
  • Também no Brasil, bonecos recheados são queimados, após uma grande surra, representando Judas Iscariotes, no folguedo conhecido por Malhação de Judas.3
  • No Algarve existe a Maia, uma boneca grande, confeccionada de palha e trapos, com vestes brancas, em que a 1 de maio os moradores deixam no centro da casa, cantando e dançando à sua volta.4
Conjunto de Matrioshkas.
  • No sul da França, especialmente em Tarascon, existe a Tarasca (do francês tarasque), boneco com aparência de um ser monstruoso, exibido no Pentecostes.
  • Na Rússia, as bonecas denominadas Mamuschka ou Matrioshka são as mais representativas. Na verdade, são um conjunto de bonecas de tamanhos decrescentes, geralmente feitas em madeira de tília e muito coloridas, e que são guardadas umas dentro das outras.5
  • As bonecas de Quioto são as mais tradicionais e belas do Japão, verdadeiras peças de enxoval. Também são tradicionais as bonecas de madeira conhecidas como Kokeshi.
  • No Japão o Hinamatsuri é uma das principais festas típicas, e consiste na exposição de bonecos representando o Imperador, a Imperatriz e a Corte, com o teor supersticioso de afastar o mal.
  • Bonecas de pano ou palha, em Portugal por exemplo, são um tipo de artesanato representativo da cultura popular.
  • No Vietnã existe o tradicional Teatro Aquático de Fantoches, secular apresentação com bonecos, que "atuam" sobre a água e com pequena orquesta, cuja existência esteve ameaçada de desaparecimento e foi resgatada na década de 1980.
  • Na Alemanha, mais precisamente na região de Erzgebirge (a leste, vizinho à República Tcheca), a produção artesanal do boneco quebra-nozes, largamente usado como enfeite natalino, constitui-se em importante manifestação cultural6

Bonecas industrializadas famosas

Com características mais masculinas

Com características mais femininas

  • Barbie - boneca norte-americana.
  • Susi - boneca brasileira "concorrente" da Barbie.
  • Amiguinha - a primeira boneca lançada no mercado brasileiro em tamanho real de uma criança (83cm de altura).
  • Pierina - boneca brasileira que movia as mãos e os pés e girava os olhos7
  • Meu Bebê - a primeira boneca lançada no mercado brasileiro com aparência de um récem-nascido real.
  • Bratz - boneca norte-americana de grande sucesso.
  • Monster High - bonecas monstro norte-americanas.

Outros tipos de bonecos

Marionetes.
Além das bonecas tradicionais, existem os fantoches ou bonifrates, os mamulengos e as marionetes.
Mesmo brinquedos com formatos diversos, como o joão-teimoso, também chamado de joão-bobo ou bambalalão, que ao ser empurrado "teima" em continuar em pé, são um tipo de boneca. Em comum, guardam a característica principal de conservar feições humanas. Outro exemplo é o Jack-in-the-box (Jack na caixa), boneco, geralmente com feições de palhaço, que surge de surpresa ao ser levantada a tampa da caixa que o contêm.
Os animais também têm seus equivalentes como bonecos, sendo entretanto, em geral, chamados de bichos-de-pelúcia.
Exemplos de boneco com função prática são os espantalhos (confeccionados com roupas velhas e palha, destinados a proteger as plantações espantando as aves), os manequins (bonecos em tamanho natural para a exposição de roupas) e os medievais estafermos, usados no treinamento da cavalaria.

Bonecos na arte

A literatura infantil é fértil em povoar o imaginário pueril com bonecas e bonecos, no que foi acompanhada pelo teatro, cinema, televisão e música. Dentre estes, destacam-se:
Bonecas (e bonecos) com forma humana ou humanizada
Bonecos com formas não humanas

Ver também

Notas e referências

Ligações externas

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O crochê tunisiano, conhecido como crochê/tricô, utiliza uma única agulha, de gancho, onde consegue-se fazer os pontos.

Crochê

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Detalhe de uma toalha de mesa de crochê.
Crochê ou Croché é uma espécie de artesanato feito com uma agulha especial que possui um gancho e que produz um trançado semelhante ao da malha ou da renda.

Tipos

O crochê tunisiano, conhecido como crochê/tricô, utiliza uma única agulha, de gancho, onde consegue-se fazer os pontos.

Origem

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A palavra foi originada de um termo existente no dialeto nórdico com o significado de gancho (que é a forma do bico encurvado da agulha utilizada para puxar os pontos), que também originou croc, que em francês tem o mesmo significado. Ninguém tem a certeza de quando ou onde o crochê começou. Segundo os historiadores os trabalhos de crochê tem origem na Pré-história. A arte do crochê, como a conhecemos atualmente, foi desenvolvida no século XVI. O escritor dinamarquês Lis Paludan tentou descobrir a origem do crochê na Europa e fundamentou algumas teorias. A mais provável é a de que o crochê se originou na Arábia e chegou à Espanha pelas rotas comerciais do Mediterrâneo. Também há indícios posteriores da técnica em tribos da América do Sul, que usavam adornos de crochê em rituais da puberdade. Na China, bonecas eram feitas com a mesma técnica. Entretanto, o autor afirma que não há evidência concreta sobre o quão antiga é a arte do crochê.
A origem mais provável vem da técnica de costura chinesa, uma forma primitiva de bordado que foi difundida no Oriente Médio e chegou à Europa por volta de 1700. Mas o crochê só começou a ser fortemente difundido em 1800. A francesa Riego de La Branchardiere desenhou padrões que podiam ser facilmente duplicados e publicou em livros para que outras pessoas pudessem começar a copiar os desenhos. Os trabalhos com a técnica do crochê podem ser realizados com qualquer tipo de fio ou material. Tudo depende da peça a ser executada: uma toalha delicada ou uma colcha, um casaco ou um tapete resistente. Atualmente usa-se a técnica para confeccionar variadas peças, tudo depende da criatividade de cada um.
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A história do artesanato

A história do artesanato tem início no mundo com a própria história do homem, pois a necessidade de se produzir bens de utilidades e uso rotineiro, e até mesmo adornos, expressou a capacidade criativa e produtiva como forma de trabalho.
Os primeiros artesãos surgiram no período neolítico (6.000 a.C) quando o homem aprendeu a polir a pedra, a fabricar a cerâmica e a tecer fibras animais e vegetais.
No Brasil, o artesanato também surgiu neste período. Os índios foram os mais antigos artesãos. Eles utilizavam a arte da pintura, usando pigmentos naturais, a cestaria e a cerâmica, sem esquecer a arte plumária como os cocares, tangas e outras peças de vestuário feitos com penas e plumas de aves.
O artesanato pode ser erudito, popular e folclórico, podendo ser manifestado de várias formas como, nas cerâmicas utilitária, funilaria popular, trabalhos em couro e chifre, trançados e tecidos de fibras vegetais e animais (sedenho), fabrico de farinha de mandioca, monjolo de pé de água, engenhocas, instrumentos de música, tintura popular. E também encontram-se nas pinturas e desenhos (primitivos), esculturas, trabalhos em madeiras, pedra guaraná, cera, miolo de pão, massa de açúcar, bijuteria, renda, filé, crochê, papel recortado para enfeite, etc.
O artesanato brasileiro é um dos mais ricos do mundo e garante o sustento de muitas famílias e comunidades. O artesanato faz parte do folclore e revela usos, costumes, tradições e características de cada região.

Tipos de artesanatos brasileiro

Cerâmica e bonecos de barro

É a arte popular e de artesanato mais desenvolvidas no Brasil e desenvolveu-se em regiões propícias à extração de sua matéria prima - o barro. Nas feiras e mercados do Nordeste, se encontram os bonecos de barro, reconstituindo figuras típicas da região, como os cangaceiros, retirantes, vendedores, músicos e rendeiras.

Renda

A renda, presente em roupas, lenços, toalhas e outros artigos, tem um importante papel econômico nas regiões Norte, Nordeste e Sul, e é desenvolvida pelas mãos das rendeiras.

Entalhando a madeira

É uma manifestação cultural muito utilizada pelos índios nas suas construções de armas, utensílios, embarcações, instrumentos musicais, máscaras e bonecos.
Os artesanatos em madeira produzem objetos diversificados com motivos da natureza, do universo humano e a fantasia. Exemplos disso são as carrancas, ou cabeças-de-proa, os utensílios como cocho, pilão, gamelas e móveis simples e rústicos, os engenhos, moendas, tonéis, carroças e o maior produto artesanal em madeira - contando com poucas partes de metal - são os carros de bois.

Cestas e trançados

A arte de trançar fibras, deixada pelos índios, inclui esteiras, redes, balaios, chapéus, peneiras e outros. Quanto à decoração, os objetos de trançados possuem uma imensa variedade, explorada através de formas geométricas, espessuras diferentes, corantes e outros materiais. Esse tipo de artesanato pode-se encontrar espalhados em diversas regiões do Norte e Nordeste do Brasil como, na Bahia, Mato Grosso, Maranhão, Pará e o Amazonas.

Artesanato indígena

Cada grupo ou tribo indígena tem seu próprio artesanato. Em geral, a tinta usada pelas tribos é uma tinta natural, proveniente de árvores ou frutos.
Os adornos e a arte plumária são outro importante trabalho indígena.
A grande maioria das tribos desenvolvem a cerâmica e a cestaria. E como passatempo ou em rituais sagrados, os índios desenvolveram flautas e chocalhos.
Fonte: www.programaartebrasil.com.br

Os primeiros objetos feitos pelo homem eram artesanais. Isso pode ser identificado no período neolítico (6.000 a.c) quando o homem aprendeu a polir a pedra, a fabricar a cerâmica como utensílio para armazenar e cozer alimentos e descobriu a técnica de tecelagem das fibras animais e vegetais. O mesmo pode ser percebido no Brasil no mesmo período. Pesquisas permitiram identificar uma indústria lítica e fabricação de cerâmica por etnias de tradição Agreste que viveram no sudeste do Piauí em 6000 a.c.
Historicamente, o artesão, responde por todo o processo de transformação da matéria-prima em produto acabado. Mas antes da fase de transformação o artesão é responsável pela seleção da matéria-prima a ser utilizada e pela concepção, ou projeto do produto a ser executado.
A partir do século XI, o artesanato ficou concentrado então em espaços conhecidos como oficinas, onde um pequeno grupo de aprendizes viviam com o mestre-artesão, detentor de todo o conhecimento técnico. Este ensinava em troca de mão-de-obra barata e fiel, recebendo ainda vestimentas, comida e conhecimento. Criaram-se as Corporações de Ofício, organizações que os mestres de cada cidade ou região formavam a fim de defender seus interesses.

A palavra arte pode assumir várias significações na linguagem, falando-se da transformação da matéria bruta pelo homem, ela pode representar uma forma de produção quando se desenvolve na procura do útil; ou uma forma de expressão se se desenvolve na procura do belo. Quando a palavra arte for citada neste texto deve ser entendida tal como nos fala Aristóteles; arte mecânica, técnica, arte de fazer ou simples ofício.
Inicialmente faremos algumas distinções entre a palavras usadas de maneira incorreta:
A primeira distinção que nos ocorre deve-se fazer entre molde, que é forma; e padrão que significa regularidade. Com molde se produzem objetos iguais ou cópias, sem originalidade alguma. Os balaios são padronizados e os adobes são moldados. Não devemos confundir padrão com uniformidade. Embora padronizada, cada peça feita à mão é única, não se confunde com nenhuma outra, nem da mesma espécie, ainda que tenha sido elaborada no mesmo dia e pela mesma pessoa.
O estilo do artesão empresta originalidade a seus objetos, como que a marca pessoal, enquanto o padrão é a marca do grupo. Cada artesão escolhe um estilo, mas não deixa de ser influenciado pelo ambiente (a natureza) em que vive e pelos modos de vida própria da área cultural que pertence.
A escolha do campo de trabalho artesanal do ofício ou especialidade é ditada pelo material adequado a transformação e abundante no lugar. Isso ocorre dos recursos naturais.
Os índios da Ilha de Marajó foram nossos melhores ceramistas, naturalmente porque dispunham de boa argila e no entanto não conheciam a pedra. Ao contrário dos índios da região do Amapá, Sacia do Rio Oiapoque foram grandes artesãos de objetos líticos pois estes dispunham de pedra e não de argila.
A aprendizagem de trabalho artesanal é adquirida de maneira prática e formal, ele se da nas oficinas ou na vivencia do indivíduo com o meio artesanal onde o aprendiz maneja a matéria-prima e as ferramentas e imita os mais entendidos no ofício de sua preferência. É comum o artesão servir-se de pequenas ferramentas, que na maior parte das vezes é desenvolvida por ele mesmo devido a necessidade de seu trabalho que o obriga a pensar e desenvolver. Emprega-se no artesanato o material disponível, gratuito ou de baixo preço. No artesanato indígena ou no folclórico esse material é normalmente extraído do local, mas não deixa de ser artesanato a produção de objetos com o aproveitamento de retalhos de papel, panos, fios de arame, de linha etc. A atividade artesanal esta ligada aos recursos naturais do estilo de vida e do grau de comércio com comunidades vizinhas sendo o artesanato uma manifestação da vida comunitária, o trabalho se orienta no sentido de produzir objetos de uso mais comum no lugar, seja em função utilitária, lúdica, decorativa ou religiosa. Não podemos falar em artesanato somente com o objetivo comercial, pois ele pode ser produzido para consumo próprio ou mesmo doação sem perder sua característica artesanal.
É comum confundirmos artesanato com rusticidade mas é importante observar que neste regime de trabalho fazem-se tantos objetos rústicos como bem acabados, pois o artesanato se define pelo processo de produção de objetos e não pelas qualidades práticas que pode ser emprestada a este no ato de fazer.

Artesão

Artesão é a pessoa que faz a mão objetos de uso freqüente na comunidade. Seu aparecimento foi resultado de pressão da necessidade sobre a inteligência aliada ao poder de inovar, possibilitando também ligar o passado ao presente, mediante a linguagem; possibilitou as gerações mais novas receber das mais velhas, suas técnicas e demais experiências acumuladas.

Perspectiva histórica do artesanato

O regime de trabalho que reúne as diferentes técnicas manuais de produção só recentemente ganhou nome, embora história assinala a presença de objetos feitos a mão em todas as épocas e nas mais variadas culturas. A atividade artesanal é muito antiga, há pelo menos meio milhão de anos o homem de Pequim conhecia e já fazia uso do fogo e sabia fabricar instrumentos de quartzo e de grés.
No Brasil em seus primeiros anos de colonização foram instaladas oficinas artesanais que se espalharam por todas as comunidades urbanas e rurais, onde os artesãos tiveram ensejo de desenvolver suas habilidades. Mas através da Carta Régia de 30 de julho de 1766 D. José I manda destruir as oficinas de ourives e declara fora da lei a profissão. Sei exemplo foi seguido por sua sucessora no trono D. Maria I, que perseguiu quase todas as formas artesanais do Brasil. Aos alvarás da Rainha Maria I, seguem-se o de 5 de janeiro de 1785 e o de 26 de janeiro do mesmo ano que proibiam a tecelagem caseira na colônia, abrindo apenas exceção para a tecelagem de panos grossos e que fossem destinados a vestir escravos. Esta situação só se reverteu com a carta régia do Príncipe Dom João de 1º de abril de 1808, que anulava alvarás proibidos de sua mãe e autorizava a atividade industrial caseira fosse ela qual fosse.
D. Pedro I, na constituição autorgada de 25 de março de 1824 aboliu as corporações de ofício no Brasil, seguindo assim o exemplo francês embora atrasado.
A carta da República de 14 de fevereiro de 1891 como a de 16 de julho de 1934 omitiam-se completamente, ignorando o artesanato. Mas a Constituição de Getúlio Vargas de 10 de novembro de 1937 amparou-o no seu artigo 136. "O trabalho manual tem direito à proteção e solitudes especiais do Estado". As cartas que se seguiram silenciaram-se com relação ao artesão. As únicas referencias proíbem diferença entre o trabalho manual e técnico ou cientifico, em parágrafo único nº XVII art. 157 da de 18 de setembro de 1946 e em o nº XVIII do artigo 158 da Constituição Castelana de 24 de janeiro 1966. Países mais adiantados não se omitem em relação ao artesanato e protegem sua industria caseira e reconhecem sua elevada importância econômica e social.

O conceito de artesanato

Inicialmente o que caracteriza o artesanato é a transformação da matéria-prima em objetos úteis, quem realiza esta atividade denomina-se artesão, este reproduz objetos que chegaram até ele através da tradição familiar ou cria novos de acordo com suas necessidades.
Para evidenciar melhor este conceito vamos definir o que não é artesanato.
A industria têxtil ou manufatureira não se encaixa neste conceito pois há o predomínio da máquina ® é a fábrica, ali se produz tecidos, afinetos, aparelhos eletrodomésticos, muitos objetos etc, quem trabalha neste local denomina-se operário.
Artes puras ou desinteressadas, em que se produzem bens artísticos em estúdios ou ateliês. Os profissionais normalmente possuem elevados sentimentos estéticos e formação erudita. Estes denominam-se artistas.
Artes industriais ou ofícios - o lugar de trabalho é a oficina e os obreiros são artífices. A produção é mais ou menos organizada, e decompõe-se em várias fases ou operações elementares a que se costuma chamar de diversão do trabalho. Os objetos resultantes é criações de muitos, elas são produzidas em série embora não sejam obtidas em molde.
Industria popular ou caseira, onde a matéria prima sofre transformação a fim de se transformar em bem econômico, exemplo: fubá, polvilho, cachaça, sabão etc.
Outras características do artesanato
Como sistema de trabalho que engloba os diversos processos de artesão, o artesanato assinala um avanço cultural e só apareceu como conseqüência da divisão de campo ocupacional no período histórico em que a precisão de meios de subsistência e os hábitos de vida em sociedade passaram a exigir maior produção de bens.
Sendo o artesanato uma manifestação de vida comunitária, o trabalho se orienta no sentido de produzir objetos de uso mais comum no lugar, seja em função utilitária, côo lúdica, decorativa ou religiosa.
O artesanato é um sistema de trabalho do povo, se bem que pode ser encontrado em todas as camadas sociais e níveis culturais. Podendo ser denominado artesanato indígena, ou primitivo, folclórico ou semi-erudito, requintado.
O artesanato é pratico, sendo informal sua aprendizagem. O que o artesão faz, cria-o ele próprio ou aprender na tenda artesanal da família ou do vizinho, observando como este fazia, pela vivencia e pela imitação, vendo-o trabalhar. Não se receber aulas teóricas; aprende-se a faze, fazendo; pratica-se porque quer; age-se voluntariamente. Vai daí o acentuado cunho pessoal do trabalho artesanal, apesar da vulgaridade da maioria das peças produzidas nesse sistema.
Não se deve confundir artesanato, que é fonte de produção, com o produto dele resultante. Produto é coisa e artesanato é o conjunto de maneiras pelas quais a coisa é feita.

Importância do artesanato

No processo evolutivo da raça humana, a atividade econômica deve ser examinada como etapa inicial. Sem trabalho, o homem não avança sequer um palmo na via esplendida do progresso. E foram as mãos que abriram o caminho para a longa e vitoriosa jornada que inda prossegue.
Desde tempos remotos, conforme vimos, o homem inventou e fez instrumentos, e descobriu processos que lhe aumentaram a eficácia da ação produtiva. À soma de tais possessos acreditamos poder chamar artesanato, embora nascente, porque, àquela época, eram as técnicas reduzidas em número e bastante elementares.
Além dessa sua importância histórica, o artesanato abrange outros valores, os quais hoje o tornam reconhecido, universalmente. Os povos mais desenvolvidos do mundo criam instituições destinadas ao seu incremento e o realizam mediante exposições periódicas e feiras anuais de objetos de arte popular, com distribuição de prêmios aos primeiros artesãos colocados, levantamentos de mapas artesanais, amparo comercial e outras medidas inteligentes.
Esse interesse fora do comum pelos trabalhos manuais se explica, provavelmente,com o receio às conseqüências do avanço tecnológico.
Examinaremos agora o artesanato sob alguns pontos de vista;

Social

Possibilitando ao artesão melhores condições de vida e atuando contra o desemprego, o artesanato pode ser considerado elemento de equilíbrio no país e fator de coesão, de paz social. Conforme se sabe, este sistema de trabalho conta com a participação ativa da família. O lar, então, além de centro de vida é também núcleo de aprendizagem profissional. Outrossim, o mestre-artesão desempenha um papel relevante na comunidade e sua arte é fator de prestígio.

Artístico

O artesanato desperta as aptidões latentes do obreiro e aprimora-lhe o intelecto. Suas mãos, obedientes a impulsos mentais e inteligentes, deslocam a matéria-bruta, grosseira e passiva, e convertem-na com o calor de sua imaginação em coisa útil e por vezes bela. É a idéia que deseja a forma. Vale repisar que o povo não faz arte desinteressada ou arte pela arte, mas, não raramente, sobre ser utilitária, suas peças são bem acabadas, produzidas com esmero e revelam bom-gosto. Se o artesão, ale’m de habilidade manual, possuir talento e sensibilidade, aí então ele vira artista. Desse modo, sua experiência artesanal seria apenas uma fase de formação artística.

Pedagógico

Isto quer dizer que os trabalhos manuais são de grande valor para a criança em idade escolar, principalmente os de carpintaria, modelagem e papel recortado. Doutra parte, considera-se o artesanato como excelente meio para a educação de certos, que, se bem orientados nesse plano, podem adquirir habilidade prodigiosa e se realizarem na vida, plenamente.

Moral

O artesanato pode dar causa ao aperfeiçoamento espiritual e moral do artesão, sendo certo que o trabalho afasta a pessoa dos vícios e da delinqüência, Daí o provérbio "cabeça de desocupado é tenda de satanás", cuja sabedoria e exatidão certamente não se põem em dúvida.

Terapêutico

O artesanato abranda o temperamento hostil ou agitado de pessoas que sofrem desvios de personalidade, as quais poderão corrigir suas aberrações através da ocupação manual. Se, por exemplo, um tipo psicológico agressivo deseja fazer mal a alguém, ele o realiza — digamos no barro, e então se satisfaz, por transferência, assim se liberta do incômodo, livra-se de seu estado de tensão e obtém o equilíbrio intrapsíquico ou paz interior. Esse trabalho se recomenda ainda a certos enfermos que são obrigados a permanecer no leito durante muito tempo, embora tenham válidas as mãos e possam produzir certos objetos que exigem mais habilidade e paciência do que esforço físico.

Cultural

O artesão imprime traços de sua cultura nos objetos que produz, consciente ou inconscientemente. Muitas de suas tradições, como símbolos mágicos e crenças, ficam marcadas em suas peças.

Psicológico

O artesão se sente valorizado com sua arte porque faz objetos que têm serventia e isto lhe dá a certeza íntima de ser útil à comunidade. Ademais, e apesar do caráter regional do artesanato, o objeto produzido não deixa de ser o resultado de ato do artesão, que nele imprime a marca de sua personalidade. A psicotécnica adota medir certas dimensões psíquicas através de minucioso exame de objetos feitos a mão, nos quais a pessoas, inconscientemente, registra suas intenções e desejos e revela sua linha de comportamento.

A proteção ao artesanato

O progresso tecnológico refletiu mal sobre o artesanato, desestimulando-o. Para competir com a fábrica, o artesão começou, então, a produzir objetos sem aquele esmero e acabamento que valorizam tanto sua obra. A esse fator negativo, juntam-se a falta de incentivos , caracterizada principalmente pela injustiça da Lei, que protege o salariado e olvida o artesão; o xenofilismo ou exagerada preferência pelo artigo importado, desprezando-se o que é nosso, genuíno; a influencia da moda, que se opõe às formas tradicionais e conseqüentemente ao artesanato; e o intermediário, que,dentre os inconvenientes aqui enunciados seja, talvez, o mais nefasto.
Deve-se enfrentar o império da máquina, absorvente e monopolizadora, que substituiu o homem e o torna mero auxiliar dela, como também ess’outros motivos de desanimo do artesão, cujo estado se nos afigura como que a soma e a mistura de todas as causas de desprestígio ou mesmo de decadência do artesanato. Assinale-se, nessa luta pelo incremento artesanal, que a peça feita a mão valoriza o homem porque ela é resultado de sua própria criação e habilidade, ela contém parte de si mesmo — não é cópia. E ainda que, do ponto de vista comercial, sua venda se faça abaixo do justo preço, a moeda que advir dessa troca vai contribuir par ao orçamento doméstico e par ao aumento do nível de vida, pois tal peça se produz, em geral, nas oras de folga, como atividade subsidiária ou recreativa.
Nas condições primitivas em que se acha nas mais vezes, o regime de trabalho manual necessita de um estímulo vigoroso e pertinaz para se desenvolver, sendo que isto só se conseguirá mediante uma ação de Governo. Daí por diante é possível seu incremento natural, conforme se pode testemunhar com os resultados que se observam na Europa e na Ásia. De fato, países evoluídos daqueles continentes cedo percebem a conveniência em fomentar sua industria popular e seu artesanato, vale dizer aumentar as ocupações lucrativas. Abriram-se, então, instituições oficiais e particulares, que significaram o término de graves crises sociais e a elevação socioeconômica do povo, que passou a viver sem a angústia de pressões financeiras.
Não convém é que essa ajuda se faça de maneira ostensiva, mas cautelosa e pacificamente. A proteção deve limitar-se, traduzida em gráfico, a uma faixa cujos bordos se denominam intervenção e liberdade. Nem intervencionista nem liberalista. Aqui seria pecar pelo abandono, pelo laissez-faire, por deixar o artesão fazer o que quer, agir como criança ou como se vivesse na era lítica, com desperdício de esforço e tempo. O outro extremo se identificaria com o constrangimento do artesão e sua total submissão a esquemas rígidos ou formais, desnaturando-lhe o fluxo criador e sua puras manifestações de cultura popular e tradicional.
Desse modo, qualquer plano de proteção ao artesanato deve preceder-se de estudos bem dirigidos e deve ser elaborado com a convicção plena dos bons resultados que serão obtidos e segundo os objetivos a que se tem em vista alcançar. Primeiro, toma-se consciência do problema artesanal; em seguida, assume-se a posição mais adequada à realidade; afinal, é necessário agir, com o fim de cristalizar as idéias.
A proteção ao artesanato se esquematiza de modo que produza efeitos a longo prazo e a curto prazo.
O plano de proteção a longo prazo abrange a pesquisa, o ensino técnico-artesanal e a expansão turística.
A pesquisa se destina ao conhecimento da realidade artesanal, recursos naturais disponíveis em cada região e mercado consumidor. A realidade a que nos referimos nesta epígrafe se relaciona com as formas usuais e suas características, com os processos empregados na produção de objetos úteis e com as condições sociais de trabalho. A pesquisa é que vai indicar o ramo artesanal adequado ao lugar, tendo em vista, naturalmente, os fatores de natureza ecológica.

A palavra arte pode assumir várias significações na linguagem, falando-se da transformação da matéria bruta pelo homem, ela pode representar uma forma de produção quando se desenvolve na procura do útil; ou uma forma de expressão se se desenvolve na procura do belo. Quando a palavra arte for citada neste texto deve ser entendida tal como nos fala Aristóteles; arte mecânica, técnica, arte de fazer ou simples ofício.
Inicialmente faremos algumas distinções entre a palavras usadas de maneira incorreta:
A primeira distinção que nos ocorre deve-se fazer entre molde, que é forma; e padrão que significa regularidade. Com molde se produzem objetos iguais ou cópias, sem originalidade alguma. Os balaios são padronizados e os adobes são moldados. Não devemos confundir padrão com uniformidade. Embora padronizada, cada peça feita à mão é única, não se confunde com nenhuma outra, nem da mesma espécie, ainda que tenha sido elaborada no mesmo dia e pela mesma pessoa.
O estilo do artesão empresta originalidade a seus objetos, como que a marca pessoal, enquanto o padrão é a marca do grupo. Cada artesão escolhe um estilo, mas não deixa de ser influenciado pelo ambiente (a natureza) em que vive e pelos modos de vida própria da área cultural que pertence.
A escolha do campo de trabalho artesanal do ofício ou especialidade é ditada pelo material adequado a transformação e abundante no lugar. Isso ocorre dos recursos naturais.
Os índios da Ilha de Marajó foram nossos melhores ceramistas, naturalmente porque dispunham de boa argila e no entanto não conheciam a pedra. Ao contrário dos índios da região do Amapá, Sacia do Rio Oiapoque foram grandes artesãos de objetos líticos pois estes dispunham de pedra e não de argila.
A aprendizagem de trabalho artesanal é adquirida de maneira prática e formal, ele se da nas oficinas ou na vivencia do indivíduo com o meio artesanal onde o aprendiz maneja a matéria-prima e as ferramentas e imita os mais entendidos no ofício de sua preferência. É comum o artesão servir-se de pequenas ferramentas, que na maior parte das vezes é desenvolvida por ele mesmo devido a necessidade de seu trabalho que o obriga a pensar e desenvolver. Emprega-se no artesanato o material disponível, gratuito ou de baixo preço. No artesanato indígena ou no folclórico esse material é normalmente extraído do local, mas não deixa de ser artesanato a produção de objetos com o aproveitamento de retalhos de papel, panos, fios de arame, de linha etc. A atividade artesanal esta ligada aos recursos naturais do estilo de vida e do grau de comércio com comunidades vizinhas sendo o artesanato uma manifestação da vida comunitária, o trabalho se orienta no sentido de produzir objetos de uso mais comum no lugar, seja em função utilitária, lúdica, decorativa ou religiosa. Não podemos falar em artesanato somente com o objetivo comercial, pois ele pode ser produzido para consumo próprio ou mesmo doação sem perder sua característica artesanal.
É comum confundirmos artesanato com rusticidade mas é importante observar que neste regime de trabalho fazem-se tantos objetos rústicos como bem acabados, pois o artesanato se define pelo processo de produção de objetos e não pelas qualidades práticas que pode ser emprestada a este no ato de fazer.

Artesão

Artesão é a pessoa que faz a mão objetos de uso freqüente na comunidade. Seu aparecimento foi resultado de pressão da necessidade sobre a inteligência aliada ao poder de inovar, possibilitando também ligar o passado ao presente, mediante a linguagem; possibilitou as gerações mais novas receber das mais velhas, suas técnicas e demais experiências acumuladas.

Perspectiva histórica do artesanato

O regime de trabalho que reúne as diferentes técnicas manuais de produção só recentemente ganhou nome, embora história assinala a presença de objetos feitos a mão em todas as épocas e nas mais variadas culturas. A atividade artesanal é muito antiga, há pelo menos meio milhão de anos o homem de Pequim conhecia e já fazia uso do fogo e sabia fabricar instrumentos de quartzo e de grés.
No Brasil em seus primeiros anos de colonização foram instaladas oficinas artesanais que se espalharam por todas as comunidades urbanas e rurais, onde os artesãos tiveram ensejo de desenvolver suas habilidades. Mas através da Carta Régia de 30 de julho de 1766 D. José I manda destruir as oficinas de ourives e declara fora da lei a profissão. Sei exemplo foi seguido por sua sucessora no trono D. Maria I, que perseguiu quase todas as formas artesanais do Brasil. Aos alvarás da Rainha Maria I, seguem-se o de 5 de janeiro de 1785 e o de 26 de janeiro do mesmo ano que proibiam a tecelagem caseira na colônia, abrindo apenas exceção para a tecelagem de panos grossos e que fossem destinados a vestir escravos. Esta situação só se reverteu com a carta régia do Príncipe Dom João de 1º de abril de 1808, que anulava alvarás proibidos de sua mãe e autorizava a atividade industrial caseira fosse ela qual fosse.
D. Pedro I, na constituição autorgada de 25 de março de 1824 aboliu as corporações de ofício no Brasil, seguindo assim o exemplo francês embora atrasado.
A carta da República de 14 de fevereiro de 1891 como a de 16 de julho de 1934 omitiam-se completamente, ignorando o artesanato. Mas a Constituição de Getúlio Vargas de 10 de novembro de 1937 amparou-o no seu artigo 136. "O trabalho manual tem direito à proteção e solitudes especiais do Estado". As cartas que se seguiram silenciaram-se com relação ao artesão. As únicas referencias proíbem diferença entre o trabalho manual e técnico ou cientifico, em parágrafo único nº XVII art. 157 da de 18 de setembro de 1946 e em o nº XVIII do artigo 158 da Constituição Castelana de 24 de janeiro 1966. Países mais adiantados não se omitem em relação ao artesanato e protegem sua industria caseira e reconhecem sua elevada importância econômica e social.

O conceito de artesanato

Inicialmente o que caracteriza o artesanato é a transformação da matéria-prima em objetos úteis, quem realiza esta atividade denomina-se artesão, este reproduz objetos que chegaram até ele através da tradição familiar ou cria novos de acordo com suas necessidades.
Para evidenciar melhor este conceito vamos definir o que não é artesanato.
A industria têxtil ou manufatureira não se encaixa neste conceito pois há o predomínio da máquina ® é a fábrica, ali se produz tecidos, afinetos, aparelhos eletrodomésticos, muitos objetos etc, quem trabalha neste local denomina-se operário.
Artes puras ou desinteressadas, em que se produzem bens artísticos em estúdios ou ateliês. Os profissionais normalmente possuem elevados sentimentos estéticos e formação erudita. Estes denominam-se artistas.

Artes industriais ou ofícios

O lugar de trabalho é a oficina e os obreiros são artífices. A produção é mais ou menos organizada, e decompõe-se em várias fases ou operações elementares a que se costuma chamar de diversão do trabalho. Os objetos resultantes é criações de muitos, elas são produzidas em série embora não sejam obtidas em molde.
Industria popular ou caseira, onde a matéria prima sofre transformação a fim de se transformar em bem econômico, exemplo: fubá, polvilho, cachaça, sabão etc.
Outras características do artesanato
Como sistema de trabalho que engloba os diversos processos de artesão, o artesanato assinala um avanço cultural e só apareceu como conseqüência da divisão de campo ocupacional no período histórico em que a precisão de meios de subsistência e os hábitos de vida em sociedade passaram a exigir maior produção de bens.
Sendo o artesanato uma manifestação de vida comunitária, o trabalho se orienta no sentido de produzir objetos de uso mais comum no lugar, seja em função utilitária, côo lúdica, decorativa ou religiosa.
O artesanato é um sistema de trabalho do povo, se bem que pode ser encontrado em todas as camadas sociais e níveis culturais. Podendo ser denominado artesanato indígena, ou primitivo, folclórico ou semi-erudito, requintado.
O artesanato é pratico, sendo informal sua aprendizagem. O que o artesão faz, cria-o ele próprio ou aprender na tenda artesanal da família ou do vizinho, observando como este fazia, pela vivencia e pela imitação, vendo-o trabalhar. Não se receber aulas teóricas; aprende-se a faze, fazendo; pratica-se porque quer; age-se voluntariamente. Vai daí o acentuado cunho pessoal do trabalho artesanal, apesar da vulgaridade da maioria das peças produzidas nesse sistema.
Não se deve confundir artesanato, que é fonte de produção, com o produto dele resultante. Produto é coisa e artesanato é o conjunto de maneiras pelas quais a coisa é feita.

Importância do artesanato

No processo evolutivo da raça humana, a atividade econômica deve ser examinada como etapa inicial. Sem trabalho, o homem não avança sequer um palmo na via esplendida do progresso. E foram as mãos que abriram o caminho para a longa e vitoriosa jornada que inda prossegue.
Desde tempos remotos, conforme vimos, o homem inventou e fez instrumentos, e descobriu processos que lhe aumentaram a eficácia da ação produtiva. À soma de tais possessos acreditamos poder chamar artesanato, embora nascente, porque, àquela época, eram as técnicas reduzidas em número e bastante elementares.
Além dessa sua importância histórica, o artesanato abrange outros valores, os quais hoje o tornam reconhecido, universalmente. Os povos mais desenvolvidos do mundo criam instituições destinadas ao seu incremento e o realizam mediante exposições periódicas e feiras anuais de objetos de arte popular, com distribuição de prêmios aos primeiros artesãos colocados, levantamentos de mapas artesanais, amparo comercial e outras medidas inteligentes.
Esse interesse fora do comum pelos trabalhos manuais se explica, provavelmente,com o receio às conseqüências do avanço tecnológico.
Examinaremos agora o artesanato sob alguns pontos de vista:

Social

Possibilitando ao artesão melhores condições de vida e atuando contra o desemprego, o artesanato pode ser considerado elemento de equilíbrio no país e fator de coesão, de paz social. Conforme se sabe, este sistema de trabalho conta com a participação ativa da família. O lar, então, além de centro de vida é também núcleo de aprendizagem profissional. Outrossim, o mestre-artesão desempenha um papel relevante na comunidade e sua arte é fator de prestígio.

Artístico

O artesanato desperta as aptidões latentes do obreiro e aprimora-lhe o intelecto. Suas mãos, obedientes a impulsos mentais e inteligentes, deslocam a matéria-bruta, grosseira e passiva, e convertem-na com o calor de sua imaginação em coisa útil e por vezes bela. É a idéia que deseja a forma. Vale repisar que o povo não faz arte desinteressada ou arte pela arte, mas, não raramente, sobre ser utilitária, suas peças são bem acabadas, produzidas com esmero e revelam bom-gosto. Se o artesão, ale’m de habilidade manual, possuir talento e sensibilidade, aí então ele vira artista. Desse modo, sua experiência artesanal seria apenas uma fase de formação artística.

Pedagógico

Isto quer dizer que os trabalhos manuais são de grande valor para a criança em idade escolar, principalmente os de carpintaria, modelagem e papel recortado. Doutra parte, considera-se o artesanato como excelente meio para a educação de certos, que, se bem orientados nesse plano, podem adquirir habilidade prodigiosa e se realizarem na vida, plenamente.

Moral

O artesanato pode dar causa ao aperfeiçoamento espiritual e moral do artesão, sendo certo que o trabalho afasta a pessoa dos vícios e da delinqüência, Daí o provérbio "cabeça de desocupado é tenda de satanás", cuja sabedoria e exatidão certamente não se põem em dúvida.

Terapêutico

O artesanato abranda o temperamento hostil ou agitado de pessoas que sofrem desvios de personalidade, as quais poderão corrigir suas aberrações através da ocupação manual. Se, por exemplo, um tipo psicológico agressivo deseja fazer mal a alguém, ele o realiza — digamos no barro, e então se satisfaz, por transferência, assim se liberta do incômodo, livra-se de seu estado de tensão e obtém o equilíbrio intrapsíquico ou paz interior. Esse trabalho se recomenda ainda a certos enfermos que são obrigados a permanecer no leito durante muito tempo, embora tenham válidas as mãos e possam produzir certos objetos que exigem mais habilidade e paciência do que esforço físico.

Cultural

O artesão imprime traços de sua cultura nos objetos que produz, consciente ou inconscientemente. Muitas de suas tradições, como símbolos mágicos e crenças, ficam marcadas em suas peças.

Psicológico

O artesão se sente valorizado com sua arte porque faz objetos que têm serventia e isto lhe dá a certeza íntima de ser útil à comunidade. Ademais, e apesar do caráter regional do artesanato, o objeto produzido não deixa de ser o resultado de ato do artesão, que nele imprime a marca de sua personalidade. A psicotécnica adota medir certas dimensões psíquicas através de minucioso exame de objetos feitos a mão, nos quais a pessoas, inconscientemente, registra suas intenções e desejos e revela sua linha de comportamento.

A proteção ao artesanato

O progresso tecnológico refletiu mal sobre o artesanato, desestimulando-o. Para competir com a fábrica, o artesão começou, então, a produzir objetos sem aquele esmero e acabamento que valorizam tanto sua obra. A esse fator negativo, juntam-se a falta de incentivos , caracterizada principalmente pela injustiça da Lei, que protege o salariado e olvida o artesão; o xenofilismo ou exagerada preferência pelo artigo importado, desprezando-se o que é nosso, genuíno; a influencia da moda, que se opõe às formas tradicionais e conseqüentemente ao artesanato; e o intermediário, que,dentre os inconvenientes aqui enunciados seja, talvez, o mais nefasto.
Deve-se enfrentar o império da máquina, absorvente e monopolizadora, que substituiu o homem e o torna mero auxiliar dela, como também ess’outros motivos de desanimo do artesão, cujo estado se nos afigura como que a soma e a mistura de todas as causas de desprestígio ou mesmo de decadência do artesanato. Assinale-se, nessa luta pelo incremento artesanal, que a peça feita a mão valoriza o homem porque ela é resultado de sua própria criação e habilidade, ela contém parte de si mesmo — não é cópia. E ainda que, do ponto de vista comercial, sua venda se faça abaixo do justo preço, a moeda que advir dessa troca vai contribuir par ao orçamento doméstico e par ao aumento do nível de vida, pois tal peça se produz, em geral, nas oras de folga, como atividade subsidiária ou recreativa.
Nas condições primitivas em que se acha nas mais vezes, o regime de trabalho manual necessita de um estímulo vigoroso e pertinaz para se desenvolver, sendo que isto só se conseguirá mediante uma ação de Governo. Daí por diante é possível seu incremento natural, conforme se pode testemunhar com os resultados que se observam na Europa e na Ásia. De fato, países evoluídos daqueles continentes cedo percebem a conveniência em fomentar sua industria popular e seu artesanato, vale dizer aumentar as ocupações lucrativas. Abriram-se, então, instituições oficiais e particulares, que significaram o término de graves crises sociais e a elevação socioeconômica do povo, que passou a viver sem a angústia de pressões financeiras.
Não convém é que essa ajuda se faça de maneira ostensiva, mas cautelosa e pacificamente. A proteção deve limitar-se, traduzida em gráfico, a uma faixa cujos bordos se denominam intervenção e liberdade. Nem intervencionista nem liberalista. Aqui seria pecar pelo abandono, pelo laissez-faire, por deixar o artesão fazer o que quer, agir como criança ou como se vivesse na era lítica, com desperdício de esforço e tempo. O outro extremo se identificaria com o constrangimento do artesão e sua total submissão a esquemas rígidos ou formais, desnaturando-lhe o fluxo criador e sua puras manifestações de cultura popular e tradicional.
Desse modo, qualquer plano de proteção ao artesanato deve preceder-se de estudos bem dirigidos e deve ser elaborado com a convicção plena dos bons resultados que serão obtidos e segundo os objetivos a que se tem em vista alcançar. Primeiro, toma-se consciência do problema artesanal; em seguida, assume-se a posição mais adequada à realidade; afinal, é necessário agir, com o fim de cristalizar as idéias.
A proteção ao artesanato se esquematiza de modo que produza efeitos a longo prazo e a curto prazo.
O plano de proteção a longo prazo abrange a pesquisa, o ensino técnico-artesanal e a expansão turística.
A pesquisa se destina ao conhecimento da realidade artesanal, recursos naturais disponíveis em cada região e mercado consumidor. A realidade a que nos referimos nesta epígrafe se relaciona com as formas usuais e suas características, com os processos empregados na produção de objetos úteis e com as condições sociais de trabalho. A pesquisa é que vai indicar o ramo artesanal adequado ao lugar, tendo em vista, naturalmente, os fatores de natureza ecológica.
BIBLIOGRAFIA

MARTINS, Saul. Contribuição ao Estudo Cientifico do Artesanato. Belo Horizonte. Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais. 1973.
Fonte: www.eba.ufmg.br
voltarO Artesanato é essencialmente o próprio trabalho manual ou produção de um artesão (de artesão + ato). Mas com a mecanização da indústria o artesão é identificado como aquele que produz objetos pertencentes à chamada cultura popular.
O artesanato é tradicionalmente a produção de caráter familiar, na qual o produtor (artesão) possui os meios de produção (sendo o proprietário da oficina e das ferramentas) e trabalha com a família em sua própria casa, realizando todas as etapas da produção, desde o preparo da matéria-prima, até o acabamento final; ou seja não havendo divisão do trabalho ou especialização para a confecção de algum produto. Em algumas situações o artesão tinha junto a si um ajudante ou aprendiz.
História do Artesanato
Matrioskas, típicas do artesanato da Europa de Leste

História

História do Artesanato
Loja de artesanato urbano, no Porto, em Portugal.
Os primeiros objetos feitos pelo homem eram artesanais. Isso pode ser identificado no período neolítico (6.000 a.c) quando o homem aprendeu a polir a pedra, a fabricar a cerâmica como utensílio para armazenar e cozer alimentos e descobriu a técnica de tecelagem das fibras animais e vegetais. O mesmo pode ser percebido no Brasil no mesmo período. Pesquisas permitiram identificar uma indústria lítica e fabricação de cerâmica por etnias de tradição Agreste que viveram no sudeste do Piauí em 6000 a.c.
Historicamente, o artesão, responde por todo o processo de transformação da matéria-prima em produto acabado. Mas antes da fase de transformação o artesão é responsável pela seleção da matéria-prima a ser utilizada e pela concepção, ou projeto do produto a ser executado.
A partir do século XI, o artesanato ficou concentrado então em espaços conhecidos como oficinas, onde um pequeno grupo de aprendizes viviam com o mestre-artesão, detentor de todo o conhecimento técnico. Este ensinava em troca de mão-de-obra barata e fiel, recebendo ainda vestimentas, comida e conhecimento. Criaram-se as Corporações de Ofício, organizações que os mestres de cada cidade ou região formavam a fim de defender seus interesses.

Revolução Industrial

Com a Revolução Indústrial teóricos do século XIX, como Karl Marx e John Ruskin, e artistas (ver: Romantismo) criticavam a desvalorização do artesanato pela mecanização. Os intelectuais da época consideravam que o artesão tinha uma maior liberdade, por possuir os meios de produção e pelo alto grau de satisfação e identificação com o produto.
Na tentativa de lidar com as contradições da Revolução Industrial, William Morris funda o grupo de Artes e Ofícios na segunda metade do século XIX. Tentando valorizar o trabalho artesanal e se opondo à mecanização. O artesanato antes da Revolução Industrial era a tarefa mais importante!

FOTOS

Artesão entalhando em baixo relevo
Artesão entalhando em baixo relevo
História do Artesanato
Vestuario artesanal fechado manualmente com crochet e bordado a mão.
Fonte: pt.wikipedia.org